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Archive for dezembro \25\UTC 2010

*Quantos Anos Voce Tem?*

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Quantos anos você tem?

Se é um adolescente, ou mesmo uma criança, atente-se às oportunidades de aprendizado e crescimento, tendo cuidado para não esquecer que a maior prova de inteligência é nunca se deixar influenciar pelos outros e sim seguir as orientações sensatas de pais, mestres e orientadores de um modo geral.

Se você é um adulto jovem, entre os 20 e os 40 anos de vida, lembre-se de que será nesta fase – que passa mais rápido do que se pensa – que terá mais energia para edificar os alicerces de sua existência, realizar projetos ousados, construir obras grandiosos, tais como atingir culminâncias do mundo acadêmico, dar início a uma obra de filantropia ou transformar seu coração num ninho de amor familiar ou incondicional.

Se você está na casa dos 40 aos 60 anos, a fase da maturidade, considere que é neste período particular da vida humana, que conjuga experiência e boas doses de vitalidade, que os empreendimentos mais sérios e elevados da existência têm ocasião de acontecer, não necessariamente os que exijam mais coragem ou disposição ao trabalho, como na fase anterior, mas aqueles que peçam, de seu realizador, quotas substanciais de sabedoria, ponderação, perspicácia, visão de conjunto e serenidade.

Se, por fim, você atingiu a casa dos 60 aos 80, que poderíamos dizer que galgou o patamar cronológico do “ancião sábio” (embora nem todos se tornem sábios) – mais ainda se foi premiado com anos-bônus após essa faixa etária (na Terra de hoje, ainda esses seriam os conceitos do “fim da existência”) –, alcançou você os cumes do que pode ser tido como a parte mais nobre, sábia e transcendente da existência. Neste ponto, você está preparado para ensinar, conduzir, aconselhar, liderar e inspirar, realizando obras nos corações das pessoas, obras invisíveis e não mais tangíveis, como nas etapas anteriores de vida.

Você encontrará indivíduos que passam existências inteiras presos às primeiras fases, e aqueles que já parecem ter nascido nas últimas. É o espírito eterno e sua idade espiritual, indisfarçável, a se manifestar, apesar das injunções do corpo. Mas, dentro do possível, se quiser viver o equilíbrio e a maturidade, no desenvolvimento gradativo da consciência, em paridade com as fases cronológicas do corpo e seu simbolismo de oportunidades, nas mudanças hormonais e fisiológicas como um todo, eis um roteiro breve que lhe oferecemos, para o melhor aproveitamento dos ensejos de vida que lhe são apresentados pela Divina Providência.

(Texto recebido em primeiro de agosto de 2004.)

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*Fazer Hoje*

 

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Prezado(a) Companheiro(a) no corpo:

1. Sua existência física passará rápido, como só ao fim notará quanto.

2. Suas oportunidades de fazer o bem, principalmente no campo dos atos de amor, são limitadas, tanto quanto somente ao perceber sua vida vazia de sentido vislumbrará.

3. Suas limitações são inúmeras; e suas possibilidades de expansão, infinitas, de modo que o empenho deve ser constante por crescer, como somente a frustração lhe dirá, quando se sentir triste e desolado.

Assim, proponho-lhe, em nome da Comunidade daqueles que estão do Lado de Cá da Vida:

1. Que aproveite cada minuto de que dispõe, como se fosse o último ou o único para fazer algo. Aproveite até mesmo os momentos de lazer, para se dedicar a algo construtivo e útil.

2. Não tema expor-se ao ridículo tentando fazer o bem e principalmente tentando abrir-se ao amor, mormente nas expressões do amor fraterno, universal, desinteressado.

3. Não adie o início de projetos de ideal que traz guardados no imo do peito.

A vida física é passageira, amigo(a) encarnado(a), e é preciosa demais em suas possibilidades geminais de crescimento e realização, para que alguém no plano físico possa dimensionar.

Faça hoje um tanto além do tanto que supõe possível, pelo bem da humanidade. Seja o(a) seareiro(a) da paz e da felicidade onde estiver. Seja a voz boa e amiga a confortar, seja o coração amoroso a acolher, a mão firme a ajudar.

Hoje é o dia para ser, fazer, sentir… Amanhã, talvez, nem sequer tenha mais a bênção de estar no plano da matéria, que tanto exercita o espírito com seus desafios. E, assim, terá que esperar, sabe lá Deus por quanto tempo, por uma nova oportunidade de recomeço…

(Texto recebido em 10 de outubro de 2001.)

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*Sopros de Sabedoria 91*


(Tristeza e desânimo versus maturidade e segurança íntima.)

 

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Não te imobilizes na tristeza e no desânimo. É possível que não tenhas hoje o entusiasmo de ontem; mas podes, exatamente pelo episódio de baixa energética que ora vives (o que é perfeitamente normal e esperável na existência de qualquer criatura humana), exercitar a disciplina de persistir sempre, sobremaneira nos momentos mais difíceis, os que mais garantem – pelo esforço ingente da lealdade a ideais abraçados – a solidez de um compromisso duradouro.

Maturidade psicológica, auto-suficiência emocional e imperturbabilidade espiritual se revelam na perpetuidade de padrões ótimos de conduta (com naturais pequenas oscilações – inexoráveis, em considerando a subjetividade da mente e da natureza humanas), na capacidade de automotivação em seguir com as responsabilidades a que te tenhas enlaçado, independentemente dos estados de humor, das circunstâncias externas, das facilidades ou dificuldades que favoreçam ou não a realização dos próprios deveres. Neste diapasão íntimo/comportamental, encontrarás a segurança pessoal inexpugnável.

(Texto recebido em 22 de novembro de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

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*Após o Surto*

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Você teve um surto neurótico? Explodiu de raiva ou, de reversa maneira, travou-se de todo? Observou sua mente de fora, sem conseguir deter o gesto impensado, ou, pior: nem sequer se deu conta de quanto estava “fora de si” e somente depois “acordou” de seu delírio?

Embora seja importante reconhecer a presença de agentes desencarnados insuflando-lhe estados de espírito ou influências mentais de encarnados sobre seu psiquismo, a base de todo fenômeno psicológico continua sendo a própria mente, o que significa dizer que somente em corrigindo ou transmutando as chaves de sintonia do agente perturbador externo com a própria personalidade logra-se debelar o problema em sua raiz.

Identifique, primeiramente, seu lado maníaco, louco, primitivo ou infantil, ou um conjunto de tudo isso. Estabeleça regimes de canalização ou transmutação destas forças. O que não conseguir educar, mudar ou sublimar: contenha (cuidado para não se deixar seduzir por pseudo-verdades psicológicas: ninguém anda matando o chefe, para não reprimir emoções). Mas quando, num certo momento, ainda que com todo esforço e cuidado, não conseguir evitar o arrebentamento das cadeias do eu-doente, do eu-subdesenvolvido ou do eu-perverso, verifique que aspectos do seu comportamento ou de sua circunstância de vida estão propiciando o delírio.

Talvez seja, tão-somente, a necessidade de férias.
É possível, por outro lado, que uma parte de sua totalidade precise de expressão, como a sua face artística-criativa, sua veia infantil-brincalhona, ou o seu lado espiritual-religioso. Quando há estresse nas estruturas psíquicas, normalmente algumas roldanas da máquina emocional se rompem e se faz necessário reparar a disfunção, após apagar o incêndio do influxo irracional.

Agora, que o fogo da paixão esmoreceu, reflita cuidadosamente, sem tomar decisões precipitadas, mas também não se acanhe em fazer experimentações, auscultando, criteriosamente, a voz da intuição e da consciência, e logo notará áreas prováveis a constituírem geratriz para o seu problema. Importante aproveitar a experiência negativa como aprendizado a ser fixado.

Dê espaço a si, em seus relacionamentos, como ao outro.
Dê tempo a si, para solução dos seus problemas, como dos problemas dos outros.
Seja generoso e tolerante, consigo e com os demais.

Por fim, e não menos importante: transforme as conclusões a que tiver chegado em decisões de conduta, criando um novo sistema diretivo de comportamento, objetivo e prático, passível de ser quantificado e monitorado, a fim de converter a idéia em ato, a inspiração em, de fato, mudança de vida. A determinação e a disciplina, dispensável talvez seja dizer, são indispensáveis neste processo.

Agindo assim, não só identificará, mais facilmente, os pontos nevrálgicos de problema a serem erradicados, como ainda favorecerá, muito mais, a sua e a felicidade de outras pessoas.

(Texto recebido em 21 de novembro de 2004.)

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*Mau Momento*

 

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Quando se sentir perdido, sem saber para que ou para quem apelar, recorde-se sempre de Deus, a primeira instância e a última de qualquer questão.

Exponha-Lhe, assim, a aflição que lhe aturde a alma e aguarde, em paz, enquanto age, ininterruptamente, na área de responsabilidades em que a Divina Providência o situou – a solução virá, em tempo certo, melhor, talvez, do que imagina.

Antes que o desvario do desespero lhe tome a mente, lembre-se de que, da perspectiva da crise, nada é bom, efetivamente, e espere por ocasião melhor, em que tenha mais recursos de avaliar sua circunstância, tendo em mente, em suma, que tudo se resolve, quando se tem o coração e o pensamento em Deus.

Antes de a voragem arrasadora da loucura e da obsessão acercarem-se totalmente de sua psique, enovele-se, assim, em profunda e fervorosa prece, cônscio de que, se há maus momentos, são eles os condutores do espírito a níveis maiores de maturidade psicológica, fortaleza espiritual e, principalmente, maior sabedoria, serenidade e, paradoxalmente, felicidade.

(Texto recebido em 21 de novembro de 2004.)

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*Sopros de Sabedoria-36*

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Quando o vórtice da loucura parece avizinhar-se de sua mente, recorde-se de que processos de profunda transformação dão-se, por intermédio deste parto psíquico, e, assim, esforce-se para manter a serenidade e a confiança, que logo lhe serão ofertados os resultados da elaboração psicológica aguda.

Não adianta embriagar-se, do que quer que seja, para fugir da percepção da angústia. Ela continuará existindo, ainda que a consciência seja anestesiada, pelas distrações excitantes. Assim, converse com sua amargura, a fim de lhe extrair todas as lições necessárias ao seu progresso (que são a razão de ser do tormento), e, tranqüilo quanto ao novo amanhecer, relaxe e aguarde pelo novo dia de oportunidades e felicidade que surgirá para você, muito breve.

(Texto recebido em 29 de novembro de 2004.)

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*Desintegração do Carma*

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

 

“O infortúnio é a materialização e a desintegração do carma.”
Masaharu Taniguchi.

 

Considerando a máxima do grande criador da corrente espiritual japonesa de pensamento (*), aponhamos, entretanto, uma ressalva relevante, para que se não imagine que o simples sofrer tenha o condão de sublimar ou dignificar a criatura. Somente o aprendizado e a transformação de fato agregam valor à alma. Crises e reveses existenciais, desde que corretamente faceados e administrados, constituem janelas de oportunidade para a edificação do melhor, para a retificação de rotas existenciais, para a transfusão de idéias e sentimentos inapropriados. Não sendo assimilados adequadamente, todavia, podem consistir, tão-só, em porta escancarada para dores ainda maiores, muita vez seculares, até que o incauto – que insiste no padrão de vítima, controle ou vampirização do próximo – se canse de sua postura viciosa e, libertando-se da canga da autocomiseração, desvencilhando-se do foco exaustivo e narcísico no eu, pense, sincera e profundamente, no Outro e em causas coletivas e intemporais que não digam respeito, diretamente, ao seu acanhado, mesquinho e tirânico ego.

Se o indivíduo não está disposto a agir de acordo com os princípios de bom senso, moral e justiça, a oportunidade de transformar o carma em darma é perdida. Não há preferidos ou privilegiados, na hierarquia da distribuição das graças divinas. Existe, sim, a preocupação despótica de alguns – movidos pelo egotismo desenfreado – em receberem favores especiais, sem terem feito por merecer, em trabalhos sistemáticos pelo bem comum.

Mães, pais, mestres e protetores podem intervir em favor de seus filhos e tutelados, até o limite em que os ajudados mostrem-se em condições de receber auxílio. Observe-se que os que se precipitam aos infernos recebem a intervenção-resgate de seus anjos guardiães, se estiverem na sintonia do amor. Se não, nem sequer notar-se-ão foco da atenção do Céu. Desesperam, porque não podem divisar – nas trevas em que se desorientam, e na lama em que chafurdam – a Luz Espiritual, que, para ser percebida, exige-lhes um mínimo de lucidez e maturidade, em enxergar as próprias faltas; e, principalmente, reconhecer e assumir, de modo pleno, sua responsabilidade sobre o próprio destino.

Ninguém se imagine detentor de prerrogativas especiais sobre ou em relação a quem quer que seja. Tudo, neste universo de Deus-Sabedoria-Perfeita, organiza-se sob sistema de indefectível paradigma de justiça. Se a criatura não está alinhada com as regras essenciais de evolução, para que possa vislumbrar, na penumbra de sua desesperança, o socorro que lhe é prestado, imediatamente perde a sintonia e o merecimento para notar este movimento de ajuda, tendo, em lugar do auxílio do Céu, a benção-amargura do descortinar dos infernos – que existem com Autorização Divina –, a fim de que desperte, pela dor (já que não o conseguiu pelo amor), de suas viciações morais e psicológicas.

Aqueles que não respeitam nem reverenciam mestres, que não são gratos a amigos que os amparam, que não reconhecem o mérito de terceiros, não esperem que o Domínio Excelso de Vida deles se apiede, porque somente receberão aquilo que houverem ofertado. Quem só quer receber sem nada ofertar em troca, esteja certo: encontrará uma voz vibratória e uma geratriz de eventos, em torno de seus passos, a reverberarem e reiterarem, sistematicamente: “Dê-me mais, dê-me mais…”

(Texto recebido em 14 de outubro de 2008. Revisão de Delano Mothé.)

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