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Archive for dezembro \12\UTC 2010

*Brigando pela Felicidade*

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Se seu coração segue apertado, sem saber ao certo como as coisas se posicionarão, diante das perspectivas pouco alvissareiras do momento, tente relaxar, para poder raciocinar melhor.

1º – O mal do momento não indica permanência nesse mal, mas sim uma lição oculta a ser desvelada e incorporada à consciência.

2º – Ainda quando tudo parece realmente concretizar a possibilidade da queda, muitas vezes ela não ocorre, servindo apenas de alerta para maior cautela e denodo na administração dos recursos existenciais.

3º – O declínio em um setor da vida pode favorecer o crescimento necessário em área capital, negligenciada, como no caso do indivíduo que enfrenta perseguições no emprego e redescobre o caminho da paternidade, buscando refúgio no amor familiar para compensar-se das angústias sofridas no plano profissional.

4º – As descidas em um âmbito de ação e ser constituem exercícios de incubação consciencial, acumulando energia e elementos para o fenômeno da ascese. Desce-se, amiúde, para se gerar um efeito turbo na subida. Dá-se um passo para trás, como se diz no vernáculo, a fim de se darem vários para frente. Recapitula-se uma lição fundamental, para que se possa transcender o seu nível completamente, saturando-lhe todos os significados embutidos.

Em qualquer drama vivido, meu amigo, coopere com os maus momentos, cônscio de que eles fazem parte da vida, tanto quanto os bons. Aguardar um oceano inalterável de bem-estar, sem contar com a ciclotimia típica dos eventos do mundo físico, é demonstrar grande imaturidade psicológica e condenar-se a doses cavalares, desnecessárias e perigosas de dor – perigosas, por facilmente induzirem ao desespero, à revolta e ao cinismo, que terminam de destruir os traços de fé e esperança da criatura, lançando-a, por tempo indefinido, na goela macabra do abismo do mal, para longos e inextricáveis períodos de sofrimento. Entregando-se ao mal, por julgá-lo invencível, muita gente se sentencia a terríveis padecimentos em seqüência exponencial, quase sempre sem notar que a fonte de toda dor é o próprio coração desavisado.

Revele ser mais que uma criança do espírito. Se você já chegou plenamente à adultidade psicológica, pare de choramingar e acusar os outros por suas tribulações. O indivíduo verdadeiramente adulto é, acima de tudo, auto-suficiente e responsável pelo que lhe ocorre, pelo que quer e faz. Se alguma dificuldade externa surge, em vez de se vitimizar, converte a adversidade em estímulo e desafio a buscar, com mais afinco, as metas que o inspiram. Seja assim e pare com a catilinária contraproducente, infantil e doentia que só aumenta ainda mais a sua dor.

Seja prático: assuma o leme de sua vida e brigue pelo que sabe ser bom, justo e válido, brigue pela sua felicidade, brigue valorosamente contra as forças que o impedem de realizar o destino que lhe foi apontado como o objetivo maior de sua estada na Terra.

(Texto recebido em 30 de setembro de 2000. Revisão de Delano Mothé.)

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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Querida mãe sofrida:

Seu coração chora, com a insensibilidade e a ingratidão dos seus. Se pudesse, retiraria toda mágoa de sua alma, e se doaria incondicionalmente àqueles em torno de quem gravita seu afeto. Mas você sofre – é humana.

Não se entristeça, por causa disso. Seu mérito não é invalidado, por esperar um pouco de compreensão e afeto. Apenas um pouco de humildade é convidada a desenvolver, no reconhecimento de suas limitações e carências. Aliás, o fato de você precisar receber algo lhe serve de referencial de educação e relacionamento com seus rebentos, porque só dar vicia a quem recebe, e, assim, a sua necessidade de retribuição é um alerta para orientar aqueles que estão sob sua guarda a serem gratos, amorosos e mesmo generosos. O mundo não está repleto de gente que dê – portanto, acostumar seu pimpolho a um paraíso de dádivas contínuas e incondicionais de amor é, de certa maneira, aliená-lo da realidade.

Assim, da próxima vez que se sentir magoada com a falta de tato de seus motivos de viver, deixe isso claro aos mesmos, ainda que seja pensando no bem deles próprios. Use de psicologia, fale com diplomacia, aborde-os com empatia, mas diga. Eles precisam entender que não existe nenhuma fonte imorredoura de afeto, a não ser Deus; e que, se quiserem preservar o carinho dos entes queridos, terão que regar a plantinha do amor todos os dias.

Não se esqueça, prezada companheira de evolução, que Jesus disse para amar o próximo como a si mesmo; destarte, somente em se amando poderá você amar o seu semelhante, com equilíbrio e efetivo benefício para si e para o outro. Ao sacrificar-se (aliás, o Cristo também condenou essa atitude, citando o profeta Oséias: “Misericórdia quero e não sacrifício”), você poderá desenvolver postura sutilmente tirânica, cobrando tributos de culpa ou medrando pruridos de superioridade, quando não veleidades de santidade, ao passo que a trilha correta do crescimento espiritual está no princípio de busca de integração psicológica, de atitudes autênticas, transparentes e sinceras (permita o pleonasmo), começando pela honestidade para consigo própria e suas necessidades emocionais e espirituais que tangem ao estágio evolutivo em que atualmente se encontra.

Seja você mesma, mostre-se inteira, e então terá condições de ajudar melhor os seus objetos de amor, acostumando-os a lidarem com seres humanos e suas necessidades, ambigüidades e mesmo defecções. Deste modo, estará, de fato, preparando-os para a vida, e não para um castelo de fantasias que os lançará à existência prontos a cometerem graves desatinos e desperdiçarem excelentes oportunidades de serem felizes.

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*Máximas de Anacleto-II*

Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto.

 

Não alardeie méritos pessoais. Tampouco seja adepto da falsa modéstia. Aprenda a se concentrar em resultados, mais que em propaganda. Não desvie atenção para as aparências, esquecendo-se da essência. Claro que, na era do marketing, não se pode descurar do importante aspecto da imagem pessoal, inclusive para ser funcional e encontrar oportunidade de ser útil. Todavia, reza a boa propaganda que apregoar falsos valores de um produto é a pior promoção que se pode fazer dele, repelindo interessados eventuais, em vez de atraí-los, em um processo de difícil reversão. Seja coerente com seu modo de ser mais profundo e elevado, e as virtudes que portar no seu íntimo emanarão uma aura de credibilidade e respeito que cativará as pessoas e lhes inspirará admiração, ainda que não mova um dedo na direção de se promover.

* * * * *

Você já ouviu falar de medo de ser feliz? Pois é: é um mal mais comum do que se poderia supor em primeiro exame. Os preconceitos quanto à felicidade, vista como contrária à virtude e à espiritualidade, em quase todas as tradições religiosas da Terra, de um lado; e, por outro, os falsos conceitos de pessimismo e descrença no ser humano, no bem e na verdade, que campeiam nas culturas materialistas do Ocidente, fazem tresandar um odor nauseabundo de cinismo e desespero entre as almas de milhões de criaturas. É possível ser realista, lutador e, concomitantemente, feliz. Pode-se mesmo ser consciente, crítico e até um ativo militante no protesto contra os desmandos da injustiça em toda parte, e ainda assim ser feliz. Felicidade não é um estado utópico de consciência, um nirvana, um narodhi. Trata-se de um estado de equilíbrio interno do indivíduo, entre forças, tendências e aptidões que lhe são próprias, em interação com os contextos sociais específicos em que está inserido. Seja crítico da crítica excessiva. Cuidado com a angústia sistemática dos revolucionários atormentados. Quem está sempre amargurado revela-se emocionalmente doente, e precisa se tratar. Ninguém pode revolucionar o mundo se primeiro não está em paz consigo mesmo, se nem mesmo conseguiu atingir o desiderato mínimo de viver num patamar elementar de bem-estar e paz.

* * * * *

Demonstre sinceridade em tudo que faz. Seja, antes ainda, honesto consigo mesmo, para que conheça, cada vez mais profundamente, os motivos ocultos, mais genuínos, de cada atitude sua. A integridade não é um valor a ser ostentado: é uma conquista evolutiva do indivíduo, a bem de sua própria felicidade. Quem mente não falta com a verdade para com outrem, mas trai a própria consciência, contraindo débito com os Fluxos da Energia da Vida. É evidente que existem situações-limite em que a criatura é compelida a ocultar um fato, a fim de não se prejudicar ou causar danos a outras pessoas. Não aludimos a essas circunstâncias especiais. Fazemos referência a algo bem mais abrangente que a mitomania em si. Tratamos do indivíduo que mente para si mesmo e que, por isso, falta com a verdade para todo o mundo; da alma que desiste de seus ideais, de suas metas maiores, de seu quadro básico de princípios. Esse não é um mero falastrão: é um aleijão cósmico ambulante. Desconectado de si, do cosmo e de Deus, tateia no escuro em tudo que faz e que é, sempre inseguro, sempre angustiado, sempre infeliz, cheio de ódios, medos, mágoas ou neuroses, mas, inelutavelmente, insatisfeito.

(Texto recebido em 5 de setembro de 2000. Revisão de Delano Mothé.)

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Benjamin Teixeira
pelo espírito Anacleto.

Não menospreze os simples. Anjos viveram disfarçados de gente desprezível, e ainda hoje continuam desse modo se escondendo no mundo. A virtude verdadeira nem sempre brilha. Carisma é uma questão de personalidade, não de caráter. Fique atento, porque os porta-vozes de Deus seguem ao seu lado, e talvez você os esteja ignorando e, quiçá, espezinhando-os, adquirindo débitos, em vez de aproveitar os avisos e estímulos excelentes que eles têm a lhe dar.

* * * * *

Quebre o gelo, em relacionamentos complicados, com a simples gentileza. Não precisa ser bom com quem seu coração não pede o seja; mas a cortesia é artigo para uso geral nos relacionamentos interpessoais. Ao perceber sua atitude cordata, é muito provável que seu adversário, ou aquele a quem apenas antipatiza, veja-o com outros olhos, emitindo, em sua direção, uma energia e um padrão de onda mental diferentes, facilitando-lhe uma maior espontaneidade no trato com ele. Ainda que isso não ocorra, porém, o esforço terá valido a pena, porque, no mínimo, não estará estimulando o surgimento de novos problemas. A fidalguia é sempre bem recebida, mesmo quando vista com suspeita. Tentar agradar e demonstrá-lo já é agradar. Ainda que artificial, o bom comportamento inspira respeito, embora nem sempre estima e confiança.

* * * * *

Coloque o amor acima de tudo. Coloque o amor mesmo acima do ideal, porque o ideal que não se sintonizar com o amor não é um ideal genuíno. O nazismo estava assentado em brilhante defesa do ideal ariano, e sabemos quão destituído de amor era e quais as conseqüências mefistofélicas que gerou. Esqueça as algemas do egoísmo, e permita-se ser livre para abrir-se ao infinito do outro. Procure centrar-se nos reclamos mais altos de sua consciência, em matéria de dar-se, servir à Humanidade, ser útil ao bem comum. Concentrar-se em si é reduzir-se a um animal, sem mais poder ser um. E, como não há retrocesso na evolução, essa regressão psicológico-reptiliana converte-se em um processo teratológico de deformação moral no indivíduo que a ele se confia. Ame, ame e ame, em todas as formas de amor que lhe estiverem ao alcance, sobremaneira as mais elevadas e puras. Não por acaso, todas as tradições espirituais da humanidade, todas as grandes relígio-filosofias e os maiores luminares de todos os tempos têm sugerido a mesma coisa. Se há uma verdade que se aproxime do Absoluto, nesse mundo de incertezas, esta é: amor, amor, sempre amor…

(Texto recebido em 4 de outubro de 2000. Revisão de Delano Mothé.)

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*Errando*

 

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Você errou, e pretende desistir. Sente-se completamente inapto para o exercício de sua tarefa.

Recorde-se, porém, prezado amigo, de que a árvore de carvalho não surge já como uma fronde imponente e sim como minúscula semente, escondida no seio escuro da terra. Dessarte, se tem plena ciência de que cumpre sua parte, ouvindo a voz da consciência e seguindo-a, com esforço e persistência, não tenha dúvidas de que chegará onde deve, em tempo certo.

Seu objetivo não é dar espetáculos de excelência: é cumprir seu dever. A sua razão de ser não é ser um az, mas uma peça na grande engrenagem da vida, realizando os desígnios de Deus.

Renuncie, agora, a toda pretensão de infalibilidade. Aceite, plenamente, a condição de ser imperfeito. O erro acompanhá-lo-á ainda por muitos milênios, e somente em aceitando essa condição, poderá partir para a consideração da possibilidade de transcender-se mais rápida e solidamente.

(Texto recebido em 4 de outubro de 2001.)

 

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*Toques do Preto velho*

 

Toques do Preto – Velho


         Os espíritos trabalhadores, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar.  Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no “mundo dos mortos” não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom. Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão de se adonar d’Ele, impondo a “sua” verdade. 

         As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas a melhor adaptação de “religar-se” ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas “guerras santas”. Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E como acontece no “andar de cima”, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: – a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Abaixo alguns ensinamentos “toques“ trazidos por um destes queridos amigos espirituais:

Lá nos planos sutis, aonde vocês muitas vezes vão quando dormem, mas ao acordarem não se lembram, existe uma grande família espiritual a lhes esperar, velar e torcer por vocês. Quebrem a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando seus corações até eles. Mate a saudade espiritual que existe dentro do seu peito. Deixe a intuição fluir. Os guias espirituais não são mestres intocáveis que vocês devem reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas. Conheça – os, converse com eles, trabalhem juntos, mas sorriam e brinquem juntos também. Eles estão te esperando.


 

Mediunidade é coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Vocês sabem disso. Tem gente que pensa que ser grande médium é praticar fenômenos para “incrédulo ver”. Outros pensam que é se vestir todo com uma fantasia, “virar os olhos” e “rebolar” bastante. Não! Mediunidade é você trabalhar em parceria com os amigos do lado de cá para o bem de todos, apenas isso.


 

Vocês complicam muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Pense na manifestação das criancinhas durante um processo mediúnico. Existe algo mais simples e belo do que isso?


Parem de julgar a manifestação mediúnica ou a experiência do outro. Você pode até não concordar, mas caso para ele faça sentido, deixe. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros. As experiências espirituais muitas vezes são de foro íntimo, cada um busca a sua. E cada um fique feliz com a sua!


 

Aprendam também que a dedicação e o estudo ajudam muito. Mas o que realmente conta é o seu dia – dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação a humildade, tolerância e amor.


Fazer caridade é muito bom. Se alem disso buscam esclarecer as pessoas, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal ao desencarnar será “salvo”. Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários. Não caiam nessa bobagem. Saibam que, em verdade, ao auxiliar os outros vocês ajudam a si próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem. “Caridade de consolação” ergue a pessoa, mas depois que ela já está de pé, está na hora de ensiná – la a andar, com a “caridade de esclarecimento”. Pensem nisso! Caridade faça sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão. Esclarecimento leve a todos os lugares, fazendo a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.


Trabalho em grupo é coisa séria, deve haver amizade, alegria, mas não é reunião social. Os guias escutam os seus pensamentos e não estão nada interessados em suas preferências físicas, nem em suas “paqueras” dentro do grupo, nem dão importância a isso. Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho espiritual em grupo é uma benção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados. Aproveitem bem! Existe um montão de mestres esperando por vocês desse lado, mas muitas vezes eles não conseguem lhes amparar, afinal vocês não param de pensar no “vizinho”, ou como a vida é difícil e injusta com vocês…


Os Orixás, os Mestres, os Anjos, os Devas, todos Eles amam a humanidade. Caso queiram fazer um ritual a algum Deles, tudo bem. Mas lembrem – se sempre: Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes. Caso contrário, não!


A energia de uma erva é poderosa e realmente cura, mas antes, suas próprias energias e o respeito com a vida vegetal devem ser grandes, caso contrário, é desperdício de tempo. Qualquer ritual de magia para o bem é lindo e bem quisto pela espiritualidade, mas não se perca no meio de muitos rituais e elementos e esqueça o essencial. O grande mestre da magia é o coração, e a grande força motriz é a sua mente. Lembrem – se disso.


Não sejam espiritualistas pela metade. Durante o dia vocês ficam pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico, vocês não pensam em nada, ficam com preguiça e logo suas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem. No mínimo orem ao deitar-se. Agradeçam o dia, coloquem – se à disposição do aprendizado, aproveitem as horas de sono. Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual. Meditem nisso.


Eu sou um preto-velho. Pouco importa minha forma ou meu nome. O que importa é que eu sou luz, como vocês e todos nós, filhos da Grande Luz. O sol brilha em meu coração, no seu e em toda humanidade. Você ainda tem preconceito em relação a raça? A cultura diferente? Religião? E julgam-se espiritualistas? Ora amigo, deixe disso! Lembrem–se: todos viemos da mesma fôrma. Eu tenho apenas uma palavra para descrever o preconceito: ignorância!


Ignorância também são as paredes e preconceitos religiosos. Todos os mestres da humanidade pregaram o desprendimento, mas o que os seus seguidores mais fazem é ter o sentimento de posse em relação a Eles. E lá se vão guerras, ofensas e desarmonia entre uma religião e outra. E lá se vão discussões infindáveis entre doutrinas diferentes. Todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo? Façam um favor à humanidade, meus filhos: vão voando nas asas do universalismo ecumênico! E parem com essas bobagens…


Do lado de cá nós adoramos música. Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Aproveitem as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para vossos espíritos. Também escutem a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um. É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Pensem nisso!


Pensem também na natureza. Coloquem uma música suave. Direcionem – se mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus. Pensem na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Meditem neles. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem!


Por fim, dediquem-se mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, vocês se conhecerão tanto que realmente descobrirão sua natureza divina. Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão e você verá o universo a sua frente. Não existirá mais Orun* (céu) nem Ayê* (mundo material). Nem eu nem você. Apenas Ele…Pai e Mãe dentro de nós mesmos!


Um Grande abraço
Pai Antônio de Aruanda e Fernando Sepe


(escrito por duas mentes em um só coração) Para quem não sabe, Pai Antônio de Aruanda é uma das amadas entidades representativas da falange dos Pretos Velhos que trabalham na Umbanda e em muitas outras linhas de trabalho como no Espiritismo, muitas vezes se apresentando com outra roupagem e aparência em virtude do preconceito. Fernando Sepé é escritor e jornalista em São Paulo.

Paz e Luz

 

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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Procure reconciliar-se consigo próprio. Não se pode perdoar a ninguém, sem antes terem-se feito as pazes consigo mesmo. Ódios cruentos frequentemente ocultam sérios processos autodestrutivos, projetados e, assim, camuflados num espelhamento no outro. Autocorreção saudável, eficaz, em medidas exequíveis, em estratégia sustentável, sim, é caminho excelente e mesmo necessário ao processo de crescimento da alma. Prometer-se o impossível para a própria estrutura evolutiva, frustrar-se e render-se ao processo de autoflagelação psicológica, de fato, é de uma estultícia ímpar.

Não é fácil reconstruir a vida, após se sentir terrivelmente desaprovado por si próprio. Quando se comete um sério deslize, a sensação é de extrema infelicidade. Sendo assim, faça com que cada dia se assemelhe a uma volta na grande tapeçaria da existência. Você pode sofrer atrasos, ao desfazer nós já feitos, malfeitos, ou, se preferir, mudar o padrão do desenho, para incluir a alteração no conjunto. Mas pense desta forma: sempre há um jeito a se dar em qualquer problema. O fatalismo de quem se sente irremissivelmente perdido e condenado a castigos inapeláveis é uma imagem grosseira e anacrônica de como, de fato, as leis de justiça da Vida se desdobram.

As pessoas pensam, amiúde, de modo dramático, fechado, inflexível. É sempre possível ressarcir-se por erros que se tenham cometido, seja literalmente corrigindo o que foi feito equivocado, seja compensando-se pelo mau ato. Há quem fique deprimido ao pensar que, após ter feito algo de errado, não se tem como voltar atrás e apagar o ocorrido. Isso é verdade, mas a questão é que a pessoa está interpretando a situação de maneira errada: deve mudar seus paradigmas. Além de só levar a remorsos destrutivos e completamente contraproducentes, esta ótica não corresponde a uma perspectiva acertada da vida. Abandone o modelo do corpo que se quebra e não se tem mais como remendar, a não ser de forma tosca, quase patética; use o modelo da conta bancária no negativo: você pode ter um saldo positivo, por nunca haver feito dívidas, mas também pode ter o mesmo saldo positivo, porque compensou antigos débitos, com o investimento de bons créditos. Ao banco, não interessa o quanto tenha se endividado, desde que, depois, haja se ressarcido dos débitos. O Cosmo, com suas leis indefectíveis, age da mesma maneira. Se você acha que incorreu em alguma falha, não se entristeça. Faça o que pode agora, para retornar ao caminho certo, e, quanto antes, elimine, de todo, o sentimento de culpa – esta, sim, uma falta grave, já que põe a perder patrimônios preciosos de oportunidades de crescimento, realização e transformação.

Não perca mais tempo, prezado amigo, lamentando-se pelo que ocorreu no passado, seja recente ou remoto. O que importa é o que possa fazer agora por seu presente, em função de seu futuro, da sua felicidade e da de outras pessoas. Importa o quanto de bem pode fazer e não o quanto de mal pode se conscientizar de ter feito. Vire o jogo, vire a mesa, seja prático e busque a felicidade. Reconhecendo erros, assumindo responsabilidades, mas de modo racional, funcional e, sobremaneira, esperançoso, olhos postos no futuro, porquanto sempre é possível vencer, e, em última análise, todos vencerão, mais cedo ou mais tarde: mais cedo para os que envidarem esforços de forma mais adequada; mais tarde para quem escolher caminhos sinuosos… mas sempre, sempre, ao fim, a vitória, a glória, a plenitude!…

Sendo assim, por que não facilitar as coisas e antecipar o melhor?


(Texto recebido em 02 de maio de 2000. Revisão de Delano Mothé.)

 

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