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Archive for março \29\UTC 2011

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

 

Aceita o refrigério que a Divina Providência te envia, para abrandar-te a ardência das provações. Não te encarceres na revolta, por portares o coração torturado no sonho desfeito ou na frustração longamente curtida. E, destarte, ao reverso de te debateres sobre os espinhos da expiação, recebe, grato e feliz:

• O braço ou o abraço de amigo sensível.
• A palavra de bálsamo da dama amorosa.
• Os ouvidos acolhedores de mãe, esposa ou irmã.
• A inspiração sublime de texto sagrado.
• A palestra sugestiva de orador inflamado.
• O socorro infalível de prece sentida.
• A própria caridade que ofertes, a benefício de quem segue em situação pior que a tua.

Sim, é possível que carregues, por muito tempo ainda:

• O sonho frustrado.
• O coração carente.
• A tristeza inconsolável.
• A penúria renitente.
• A saúde sofrível.

Todavia, talvez persistam tais provas contigo, justamente para que desfoques a atenção delas e desenvolvas habilidades ou virtudes que não ainda tenhas desdobrado. O que significa dizer, portanto, que, se queres que tais padecimentos se vão, quanto antes, além de envidares esforços e aplicares tudo que, razoável e praticamente, puderes fazer neste sentido, deves desviar a atenção da lamúria sobre eles, para o usufruto de outros tesouros da vida, não só agora, mas persistentemente.

Compreende que, por sinal, não pode haver desfruto das delícias do paraíso sem a gratidão à esperança no purgatório, já que a gratidão é não só a base do edifício da felicidade, como a lente indispensável para que se enxerguem as bênçãos da ventura, a fluírem, copiosamente, do Alto, sobre a vida de todas as criaturas, por mais sofredoras que se sintam ou, de fato, pareçam ser.

Aceita, assim, a bênção do consolo que Deus te envia, mesmo porque, um dia, podes despertar para a verdade surpreendente de que o que te conforta ser mais importante, infinitamente mais valioso do que o que te falta, qual se chorasses por demônios-vampirescos, sem te dares conta de estares sendo socorrido por anjos-gênios enviados por Deus…

(Texto recebido em 1º de junho de 2005.)

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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

 

Você faliu ou está desempregado? É possível que a Divina Providência lhe queira ensinar algo sobre o valor do trabalho digno, independentemente de vaidades, cargos, prestígio ou ambições de fortuna.

Gostaria de ser abastado e não tem a riqueza que almeja para si? Esteja certo de que Deus o preserva de quedas medonhas em que talvez incorresse, perdendo o senso das proporções da realidade e a hierarquia dos valores, provavelmente defenestrando as maiores e riquezas da vida, como a família e os princípios espirituais.

Está “só” há muito tempo, esperando um grande amor? É bem provável que a Divina Sabedoria o deixe amargar solidão, no sentido conjugal, para que desperte no sentido de outras formas de afeto, como a amizade, o companheirismo e o sentimento de camaradagem que une as almas afins pelas idéias e pelo coração, independentemente de vínculos sexuais ou passionais.

Sua esposa ou marido o traiu e você se sentiu um “lixo”? Quem sabe o Criador não lhe esteja avisando da importância de se desvencilhar das ilusões de posse e de poder sobre outras pessoas, principalmente as mais amadas?

Perdeu o filho querido ou a pessoa mais amada, para a goela “terrível” da morte? O Ser Todo-Bondade certamente quer lhe apontar o coração para outros corações, e fazer-lhe perceber a felicidade de dar e interagir, sem apego ou sentimento de exclusivismo, que remontam aos instintos animais de preservação dos genes pessoais.

Cuidado para não se sentir vítima e criar um melodrama vicioso e improdutivo, quando está apenas em sala de aula. Quem é dinâmico e trabalhador sempre encontra função útil, ainda que não remunerada ou em posições menos “altas” na hierarquia social. Quem sabe ser feliz dispensa fortuna para realizar seus sonhos, porque sabe adaptá-los ao tamanho do possível para si. Quem é maduro dispensa companhias a tira-colo e nutre-se emocionalmente de formas variadas. Quem ama de verdade não só perdoa como não impõe condições, nem intenta exercer império sobre o ser amado. Quem ama incondicionalmente alguém não lhe exige a presença, quando não é possível, mas agradece pelo tempo em que pode ou pôde estar ao seu lado.

Medite cuidadosamente em torno dos grandes lances aparentemente trágicos da existência. É muito comum a Bondade de Deus visitar a criatura através de escassez, decepção, perda e carência. Não só em momentos felizes e em bênçãos de abundância se manifesta o Senhor-Senhora, mas, de modo sobremaneira especial, em instantes de crise, angústia e desilusão. E isto porque, como todo ser humano medianamente sensato e lúcido sabe, mas que tem que se reiterar sempre, dada a teimosia do ego humano: as crises, as rupturas, as desgraças e mesmo as tragédias do caminho existencial são promissoras de grandes saltos evolucionais para a criatura, principalmente se ela souber aproveitar o ensejo para reflexionar e extrair-lhe a lição oculta. Revolta, desespero, inconformação só agravam a dor, inutilizando o valor educativo da provação. E, por outro lado, a serenidade ante o sofrimento inarredável e a receptividade às sugestões subliminares da expiação não só favorecem uma travessia equilibrada e muito menos dolorosa da mesma, como ainda podem propiciar a extinção do dilema existencial, por catalisar a assimilação dos motivos evolutivos implicados na prova, que, atendidos, fazem o carma diluir-se, como que “por encanto”.

Ante a cruz do inevitável, ore e respire fundo, pedindo inspiração e força a Deus, para compreender as razões profundas de sua expiação. Óbvio que deverá mobilizar recursos práticos para debelar a própria dor. Esperar que o Ser Supremo do Universo resolva questões que lhe caibam é rematado erro do conformismo religioso, grave vício conceitual e psicológico, que justifica, em certa medida, as célebre frase de Karl Marx: “a religião é o ópio do povo”. Deus não é uma “ama-seca”. O Criador espera que Suas criaturas se esforcem, para conquistar, por méritos próprios, a grandeza d’Ele-Ela Mesmo. Mas, com muita freqüência, toda criatura se depara, neste ou naquele departamento de sua existência, com áreas de questões insolúveis (provisoriamente), ao menos em se considerando as condições e ferramentas que lhe estão à disposição. É este o momento augusto não da conformação, mas da resignação, a voz da sabedoria que diz que o que não pode ser resolvido, com o uso dos instrumentais disponíveis ao indivíduo, em termos éticos e espirituais, deve ser aceito com espírito de reverência à Divina Vontade, que deve algo estar pretendendo lecionar ou estimular, ainda que, de pronto, não se descubra qual ou quais sejam tais propósitos ocultos da Divindade.

No mais, seja sábio o bastante para compreender que viver em meio a problemas é uma circunstância normal para todo ser consciente, e que, portanto, não deve haver afobação e tormento, ansiedade e desespero, por se perceber em meio a um turbilhão de dificuldades. O caos fomenta a criatividade. A desordem de um momento propele a buscar-se e a encontrar-se a ordem em nível mais alto de organização. Resolve-se um enigma da existência e outro surge, em seguida, instigando-se, assim, a evolução, “ad infinitum”.

Isso não significa dizer que não haja situações que exijam providências energéticas e eficazes. A dor muita vez se faz mais intensa justamente para avisar alguém da urgência de certas iniciativas. Há dificuldades e determinados quadros existenciais de tal modo dolorosos que tornam inviável a paz e até a saúde mental das criaturas envolvidas. É claro que, nestes casos, o bom senso pede que medidas drásticas sejam tomadas, e pode ser exatamente isto que a Vida pretenda que se faça, ao permitir que a crise atinja tais paroxismos insuportáveis. Mas, além dos picos de dor e transformação, pequenos desconfortos, contrariedades corriqueiras, carências brandas e frustrações toleráveis compõem o quadro da condição humana de existência, que devem ser administrados e encarados com tranqüilidade e equilíbrio. Somente crianças ou mentes muito enfermiças ou criminosas podem supor possível uma existência de deleite ininterrupto e nenhum aborrecimento. Toda romagem terrena inclui disciplinas acerbas, sacrifícios contínuos e o suportar e superar de dificuldades, sofrimentos e adversidades. Quanto mais maduro, experiente, adulto um indivíduo, com mais naturalidade e disposição atende ele às demandas de estoicismo e esforço imprescindíveis à realização do melhor, à perseguição do essencial, à busca da paz e da felicidade, num padrão que respeite tanto a realidade externa, quanto os reclamos internos da própria alma. Capacidade de adiar gratificações para conquistar-se alegrias mais sólidas e duradouras, bem como priorizar o essencial, em detrimento do secundário, princípios da inteligência emocional, constituem também valores morais que o espírito entesoura em si mesmo, à medida que amadurece, no carreiro evolucional.

Carregue, assim, feliz, suas cruzes de disciplina, de perseverança, de escolha do melhor. Não se lamente por ter que carregá-las, nem se sinta um desgraçado por elas existirem em sua vida. Lembre-se do mundo adulto em cotejo com o infantil. Quando a criança se sente desgraçada por ser obrigada a ir à escola, quando prefere dar continuidade a seus folguedos infantis, não sabe ela como agem bem seus pais, por não darem espaço à negociação neste particular, apesar de poderem magoá-la, de sua perspectiva pueril. O mesmo se dá, em proporções inclusive muito maiores e mais profundas, com o universo humano, em confronto com a grandeza imensurável da Consciência Divina: somos freqüentemente conduzidos pela Vida a determinadas contingências desconfortáveis, em função de absorvermos valores inapreciáveis do espírito, que não divisamos, imediata ou completamente, quando incursos no vórtice da provação. Mas a Inteligência Suprema não se deixa impressionar por nossas lamúrias e inquietações, embora nos cerque de consolos e compensações psicológicas, a fim de termos energia e inspiração, para seguir na senda indicada de aprendizado.

Destarte, amigo, sorria em meio à prova mais dura, e agradeça a Deus por lhe estar julgando suficientemente forte e amadurecido para a crise – leia-se: “dádiva de crescimento”. E esteja certo: Deus vela por aqueles que sofrem, confortando-os por mil meios e modos, mas quer Ele-Ela também presenteá-los com os tesouros inaquilatáveis da experiência e da expansão da consciência, que somente por meio de vivências nem sempre agradáveis logra-se amealhar nos escaninhos do espírito.

(Texto recebido em 5 de junho de 2005.)

(*) Pela qualidade ímpar deste texto (tocando em questões viscerais e comuns, de modo didático e forte) e sua relativa extensão, pedi autorização aos orientadores desencarnados, para preservá-lo por dois dias no ar, como “mensagem do dia”, solicitação esta deferida. Figurará assim, aqui, até meia-noite da terça-feira.

(Nota do Médium)

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Benjamin Teixeira
pelo espírito
Irmã Brígida.

 

Prezada irmã sofredora:

Disse-me você estar de tal modo desiludida com seus amigos, que prefere silenciar os esforços de fazer o bem, a padecer novamente colapsos de sua fé no gênero humano. Entretanto, gostaria que considerasse que, amiúde, as surpresas negativas, encontradiças nas relações interpessoais, decorrem do baixo grau de evolução das pobres almas com quem somos dados a conviver no mundo terreno, e, por outro lado, das nossas próprias numerosas deficiências, que despontam, inclusive, nesta pouca tolerância à limitação alheia.

A Divina Providência põe-nos em campo de serviço e não de deleite. Compreenda que o coração ingrato lhe pede compreensão, assim como a árvore precisa da poda, do adubo e da irrigação, para florescer e frutificar. Ofereça, assim, uma conjugação perfeita de firmeza, doçura e amor, no trato com seus semelhantes, ainda que só receba em retribuição o mesmo silêncio perene dos vegetais. Estará talvez esgotado, inúmeras vezes, como o jardineiro ou pomicultor, ao fim do dia, mas estará com a consciência em paz, na plena convicção íntima de haver feito o melhor.

Não espere muito das pessoas. Surpreenda-se positivamente, quando receber manifestações espontâneas de apreço e apoio. Este não é um mundo em que tais fatores sejam muito presentes. De reversa maneira, seja você o primeiro a ofertar estima e suporte àqueles que precisam, quer o peçam, quer você tão-somente lhes intua as necessidades e lhes corra a socorrê-las.

Amar é melhor do que ser amado – esteja certo disto. E, se estiver compenetrado desta verdade, ou ao menos considerá-la como hipótese de trabalho, por alguns poucos dias, seguindo-a como diretriz de conduta, tomará surpresas espetaculares, a cada ângulo singelo do caminho.

Jesus não poderia estar errado. Dê-lhe este voto de crédito e siga tal política existencial da iniciativa permanente do amor. Não se arrependerá – posso lhe garantir isto.

(Texto recebido em 7 de julho de 2005.)

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Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

 

Não se faça simbiótico, com quem quer que seja, por mais confie na pessoa em foco. Simbiose é dependência, conexão viciosa, perda da própria identidade, com expressivo prejuízo seu, do outro e da relação.

Busque a sinergia. Sinergia, nos relacionamentos humanos, é a interdependência que gera criatividade, talentos maiores que a soma dos atributos das partes, dinamismo e motivação para produzir em maior quantidade e qualidade.

Se valorizar muito uma relação, mais motivo tem para se manter afastado da tentação de permitir surja o “grude psíquico”, a “cola emocional” da simbiose, porque ela degenera as melhores vinculações afetivas. Com o paradigma da sinergia, de reversa maneira, há liberdade de ação, pensamento e sentimento, para cada parte envolvida, só que, pela legítima comunhão de ideais e valores, quanto mais se libertam reciprocamente seus partícipes, mais se integram, porque não asfixiam mutuamente a necessidade de espaço pessoal, nem deixam de se buscar e se fundir, pelas afinidades que, naturalmente, propelem uma para a outra.

União é sinergia. Submissão é simbiose.
Amor é sinergia. Paixão é simbiose.

Sinergia gera poder. Simbiose enfraquece.

Sinergia é o sistema de ação e administração dos grupos eficazes. Simbiose é o padrão de funcionamento dos agrupamentos doentios e ineficientes.

Simbiose é a experiência relacional pré-egóica, dos que sequer sabem quem são, o que querem, nem quais os próprios propósitos existenciais e princípios intelecto-morais. As tribos dos silvícolas dela se tecem. Sinergia é a vivência interpessoal dos sábios, pois que se fundem, voluntária e conscientemente, em função de um objetivo comum, não só preservando o sentido de identidade de cada indivíduo, como estabelecendo o perfil psicológico da individualidade coletiva, gerada pela profunda integração psicoespiritual dos componentes do grupo.

Simbiose é signo de primitivismo. Sinergia, índice de transcendência.
Fanatismo é simbiose. Iluminação é sinergia.
A criança é simbiótica com a mãe. O anjo, sinérgico com Deus.

Observe-se, vigie-se, gerencie-se, para que, em troca da obtenção de plenitude, não se deixe enredar na teia escravizante de situações viciosas e malevolentes – no trabalho, na vida familiar ou na experiência religiosa –, que o sufoquem e destruam suas possibilidades de ser feliz.

Em todos os âmbitos de sua existência, invista na integração, na harmonia, na profundidade, na superação dos contrários, na sublimação do ser, no desenvolvimento da própria personalidade. Em suma, seja sinérgico: consigo mesmo (em nível profundo – com o inconsciente); com o próximo, no tecido das relações interpessoais; com Deus, por meio de genuína prática de espiritualidade, aos moldes da predileção ideológica que o caracterize. Ou, em outras palavras, respectivamente: viva o equilíbrio interior, a paz no convívio social e a devoção sincera e ativa ao Criador. Agindo assim, suas chances de ser feliz e realizado centuplicarão!

(Texto psicografado em 4 de outubro de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

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***Como ser Feliz***

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia

Em 1998, inspiramos o companheiro encarnado que nos serve de medianeiro no mundo físico a fazer um trabalho público de condução à  felicidade, num seminário que levou o nome: “Como Ser Feliz”,  à época enfeixando o tema em 213 princípios, como uma síntese de tudo que foi transmitido à humanidade, em termos de valores fundamentais a favorecerem a realização pessoal e a sensação de plenitude e paz*. Aqui, porém, gostaríamos de propor um resumo básico para se encontrar a felicidade, a meta fundamental de todo ser humano, quer isso seja consciente ou não.

Polarize sua atenção no Criador. O impulso à transcendência é atributo indissociável à consciência humana. Buscar a superação de si e a conexão com um todo maior, que imprima significado e propósito à existência, é elemento basilar para a consecução da felicidade. Ore, medite, freqüente o grupo religioso ou a tradição espiritual do seu agrado, ao menos uma vez por semana, e faça da vida um hino constante de busca de re-conexão com as Origens, pela prática do bem e a procura da verdade.

Ame, desmedidamente. Aponha a razão como norte de sua alma, mas jamais deixe de auscultar sua consciência como um paradigma fundamental do seu viver. Não tenha medo de seus sentimentos. Fale a quem ama o quanto ama. Busque os sonhos de sua alma. Ouça a voz da intuição, abrindo-se ao novo e ao melhor. Sentimento, amor e intuição estão interligados, de modo místico, no íntimo do ser. Procure encontrar a expressão legítima de um deles, e estará por conseqüência ativando os outros.

Concentre-se no motivo central de sua existência. Defina um projeto maior de vida, em torno da qual tudo gravite, e polarize esforços na persistência por atingir o objetivo, ainda que tendo que alterar inúmeras vezes os procedimentos para alcançá-lo ou mesmo adaptar a meta às possibilidades externas, quanto aos recursos internos que forem sendo intuídos, à medida que a experiência for-se acumulando.

Preste atenção aos aspectos positivos da vida. O copo pode estar meio cheio ou meio vazio. A opção por interpretá-lo como uma ou outra coisa é sua. Assim, decida por enfocar sua atenção no lado melhor da vida, potencializando-o, em vez de fixar a mente no pior, aprofundando-o. Seja grato pelo que tem, pelo que é, pelos avanços da ciência, pelos confortos da modernidade, pela liberdade de pensar e pelo poder – ainda que limitado, embora não tanto quanto pareça – de gerir o seu destino e construir a sua felicidade. Ser feliz é, em última análise, uma questão de escolha. Aliás, o vocábulo inteligência, que nomeia o apanágio dos que mais caracterizam a condição humana significa, em suas raízes latinas – inter legere – estar entre escolhas.

Contente-se com pouco. A ansiedade por se fazer tudo ou se ter muito faz com que o melhor da vida seja desperdiçado. Preocupado em adquirir mais milhões, muita gente perde momentos sagrados de estar e deleitar-se com a o convívio de quem ama – o que é inapreciável. À guisa de se ler cinco horas por dia, e adquirir grande cultura, muita gente se desanima (do latim: des-anima – falta de alma) e não lê a meia hora diária que seria possível, e que realmente constituiria, no correr do tempo, o padrão informacional que seria possível atingir.

Adquira conhecimento de todas as formas que lhe seja possível. Informação é poder, sabedoria é fonte de felicidade. Estude, leia, faça cursos, viaje, converse com gente instruída e sábia, consulte-se com psicoterapeutas e líderes espirituais. Faça tudo que estiver ao seu alcance no sentido de expandir seu cabedal de percepção e cognição. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, já dizia Jesus. Nessa era de informação e de evolução célere, dispensam-se maiores argumentações em favor dessa proposta.

Por fim, procure ser você mesmo, estar em sintonia consigo próprio, aceitando o nível atual de evolução em que está, sem se insurgir contra isso. Procure progredir, mas compreenda os limites inclusive para evoluir que atualmente apresenta. Só se pode superar alguma coisa quando se a foi plenamente primeiro. Só se passa a uma etapa posterior de crescimento, após esgotar os conteúdos de aprendizado da anterior. Procure ser honesto, coerente consigo próprio. Não se deve buscar ser bom, mas ser íntegro, afirmava o grande psiquiatra e psicanalista suíço Carl Gustav Jung, o pai das correntes de Psicologia de Profundidade. “Por que me chamais de bom? Bom, somente Deus o é”, asseverou Jesus. A integração psicológica é função de capital importância para a consecução da felicidade. Toda a multidimensionalidade do ser humano, nos seus aspectos biológicos, psicológicos, sociais e espirituais, deve ser atendida, a fim de que não haja desequilíbrio e mutilação de departamentos psíquicos ainda indissociáveis à maneira de ser do indivíduo. Respeite-se e ame-se como hoje é, e poderá ser algo melhor amanhã, se Deus permitir.

Pare de fugir da dor. O sofrimento não é contraditório à felicidade, muito embora não se deva buscá-lo, à guisa de maior crescimento, o que seria patológico. O sofrimento contém informações capitais, para se aprimorar a capacidade de ser e de estar feliz. Felicidade não é uma seqüência ininterrupta de prazeres. Aliás, esse é o caminho mais curto para a desgraça e a tragédia, como milhares de exemplos abarrotam penitenciárias, manicômios e clínicas de desintoxicação. Felicidade não é facilidade; é estar em paz e estar nos trilhos do que se deve ser e do que em deve se estar tornando, pelo trabalho, pela busca de conhecimentos novos, pelo amor ao próximo, a si mesmo e a Deus.

Sobretudo, amigo, entenda que a felicidade – do latim fe licitas –  uma fé genuína –  só o será, quando você  suplantar a preocupação com o eu limitado e lançar-se ao universo infinito do outro. Somente é feliz quem, de alguma forma, vive em função do serviço, de ser útil, de favorecer a felicidade de outras pessoas. Não há felicidade solitária ou egoísta. Somente é feliz quem se dá e se integra, sem medo de partilhar o que tem e o que é. É esse um desdobramento da proposta do amor, mas de tal modo importante, que julgamos de bom alvitre aqui apôr como um princípio à parte. Doe-se, viva com um projeto de serviço ao bem comum, à felicidade do próximo, ao progresso da humanidade,  e a felicidade se lhe converterá em uma fatalidade, um curso de facilidade, perseguindo-o por toda parte…

Esse foi uma síntese ousadamente diminuta de tudo que um ser humano deve fazer para descobrir a plenitude, o bem estar e a paz, dentro do contexto de imperfeição em que se estagia. Todavia, exortamo-lo a seguir essas sugestões simples. Se o fizer, garantimos-lhe, em nome de Deus: será  feliz, mais, muito mais do que por ora imaginava ser possível.

(Texto recebido em 27 de junho de 2000.)

(*) Texto extraído do livro “Perspectivas”.

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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eustáquio.

 

Um ritual (método, em verdade) axial de vibração pela paz no mundo, para que se forme uma rede de repetição vibratória superior na crosta planetária.

A mente humana é basicamente idéia e emoção (e seus desdobramentos inúmeros, como memória, razão, intuição e sentimento). Todavia, para potencializar seus efeitos, a imagem surge como força geradora-agregadora-diretriz, fomentando, assim, um trabalho mais consciente, com seus mecanismos profundos e complexamente interconectados e inter-influenciáveis.

Quando se fala em Deus, pelo atávico e arraigadíssimo condicionamento à figura de poder masculino, há pelo menos três milênios, tanto no Ocidente, como no Oriente (com pontuais exceções – como, em alguns aspectos, a cultura hindu), sente-se, inconscientemente, estar-se travando contato com ou falando de uma Força ou uma Consciência Masculina.

Obviamente, Deus está muito acima destas feições primitivas de divisão e conceituação das consciências em pólos psicossexuais. Todavia, ao inconscientemente associar o Criador ao arquétipo do masculino, a esmagadura maioria das criaturas subentende, num nível emocional profundo, que Deus é implacável, cruel, intransigente, violento e egoísta, assim como entendem ser o masculino em suas feições psicológicas gerais e, sobremaneira, nos seus aspectos arquetípicos ancestrais (que são mais fortemente projetados, nos processos inconscientes, como este). Diante disto, pode-se facilmente inferir que, para gerarmos uma rede de vibrações acolhedoras e serenas, em torno do orbe, teremos que visualizar, coletivamente, uma figura doce de mãe acolhedora, mas de modo intencional, para combater os condicionamentos inconscientes contrários.

………   Somente a figura poderosa da Imagem de Maria, sempre dadivosa, sempre receptiva, sempre indulgente pode fazer frente ao potencial avassalador do machismo imperante na civilização terrícola como um todo (o Oriente Médio, com seu Patriarcalismo delirante e fanático, e o Oriente Extremo, com seu machismo frio e cruel, revelam que, pelas “bandas de lá”, excetuando-se a Índia, as coisas vão muito pior neste sentido).

Observe-se que, ao racionarmos desta maneira, estamos, num primeiro momento, considerando, tão-somente, o elemento psicológico e seus resultados “automáticos”, por assim dizer, que teriam efeito, independentemente da existência ou não de uma inteligência espiritual autônoma, por detrás de tal fenômeno da mente humana. A par disso, porém, sabemos que, de fato, a Mãe de Jesus, o Grande Buda do Silêncio, que reencarnou na Terra, há dois mil anos, não só existe, como emite, continuamente, ondas espirituais de fraternidade e união dos povos, não prescindindo, porém, de “antenas receptoras-repetidoras”, digamos assim, de suas emanações psíquicas, na freqüência vibratória dos espíritos jungidos à matéria. Maria, assim, “precisa” (ousemos falar deste modo, para exortar todos à responsabilidade ingente desta tarefa) de uma rede suficientemente expressiva de criaturas que, conjugadas, orem, todos os dias, no padrão emocional do espírito feminino (acolhimento e ternura), a fim de que haja aumento do potencial energético dos que já o fazem, inconscientemente, há séculos, no culto do Ângelus (a hora do Ave-Maria – 18 horas). Como católicos, rosa-cruzes e esotéricos diversos vêm preservado esta tradição informal (lamentavelmente em declínio progressivo há muito mais de um século), vamos todos nos unir a essa massa gigantesca de almas, e reforçar a ponte de Luz que faremos, com nossos potenciais mentais frágeis, individualmente considerados, mas que, em esforço coordenado, podem-se fazer ciclópicos. Na nossa dimensão, o plano extra-físico de vida, há muito tempo nos detemos nessa prática, como tradição milenar, e, daqui, vibramos, descendo as dimanações mentais de Maria, do diapasão excelso em que Ela se expressa, até o nível próximo da crosta, nas circunvizinhanças psíquicas dos irmãos encarnados. Falta-nos, agora, o último elo da corrente, para que pacifiquemos a Terra, para que restauremos a paz em toda parte, para que implantemos o “reino celeste” de Deus, como prometido por Jesus, Seu maior médium da fala, em todos os tempos, até hoje…….

 

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***Contigência***

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Foi sincero e o amigo adivinhou-lhe torpezas ocultas? Problema do amigo, não seu.
Deu de si o seu melhor, e, ao fim, foi pago com a ingratidão? Falta do ingrato, não sua.
Tem certeza de que agiu com a melhor das intenções e o outro lado demonizou-se, sintonizando com as forças do mal, por não admitir-lhe a conexão com o bem? Débito moral do pobre coitado, que terá que facear a verdade, mais cedo ou mais tarde.

Muitas vezes, querido amigo, recebemos os maiores presentes de Deus, em forma de amargas decepções e terríveis separações. Se alguém não deve estar conosco, por desígnio divino, e amamos esta pessoa com as fibras mais profundas d’alma, a Divina Providência precisa fazer uso de meios dramáticos de ruptura do relacionamento, a bem geral.
Assim, agora que se sente incurso em “tragédia inenarrável” da vida emocional, repare com cuidado, medite com acerto, e notará a Mão de Deus a abençoá-lo, dizendo: “Fim do seu carma; reservo-lhe algo melhor.” Porque, se damos amor sem intenções de retribuição, e o objeto de amor nos interpreta da pior forma as iniciativas, a ponto de ir embora, iracundo, que temos a fazer a não ser lamentar pela sorte do pobre coitado que nem sequer percebe o amor sincero que recebe? De nossa parte, apenas dizer: “Obrigado, Senhor, porque foi-me tirado de perto alguém que me fazia mal, com a ausência de compensações psicológicas para o meu coração sincero, para que fiquem e venham outros amigos especiais, à altura dos sentimentos genuínos que tenho a ofertar.”

Assim, na altura dos paroxismos mais críticos de sua provação, declare para si, bem alto: “Bendito Seja, Ser Todo Amor, que me beneficia até por meio da dor!…”

(Texto recebido em 31 de julho de 2005.)


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