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Archive for the ‘Não categorizado’ Category

**Mensagens**

Despertar para a VIDA como renascer…diante de cada situação….despertamos o nosso maior sentimento de Amor..

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pelo espírito Gustavo Henrique.

Seu coração ameaça sucumbir. O mal parece ter vida própria – e tem: a que os homens lhe conferem, com suas forças mentais, além daqueles que realmente a ele se dedicam, no plano físico, quanto no extra-físico de existência.

O distanciamento provisório do plano do bem a que se confiou não tem importância, se você realmente se decide agora a começar o caminho de volta, ainda que aos tropeços, em meio a quedas, mais mesmo assim no processo de retorno.

Os abusos de diversa ordem terão ocasião de ser devidamente corrigidos; as conseqüências nefastas do que fez, apropriadamente compensadas. Somente de um pouco de disciplina e de vontade de vencer é que precisa, além da boa vontade para, nesse mesmo instante, tomar a iniciativa de começar a auto-corrigenda.

Não quero mais ver você triste. Você não deve ficar triste, e sim reflexivo, pronto para a reedificação de um mundo melhor, a partir dos escombros do antigo. Não deve ficar remoendo as cenas de quedas de outrora, e sim se concentrar nas possibilidades de acerto que agora mesmo lhe sorriem, criativamente gerando mecanismos de defesa, para não se render novamente à própria inclinação negativa, cada vez mais sofisticados e eficientes, até a completa erradicação da tendência indesejável, e da canalização de suas forças para o campo do bem.

Você não precisa chegar aos confins do inferno para fazer a viagem de retorno. Em qualquer tempo, você pode se conscientizar da condição de erro em que se encontra, exorar por forças de Cima, e simplesmente dar início ao processo, sem esperar por situações ideais, que nunca chegarão em verdade. Quanto mais se procrastina o começo do esforço por voltar à Casa do Pai, mais difícil se faz o regresso.

Pare agora com toda lamentação vazia. Transforme o momento de desdouro moral, em um forno depurador dos metais interiores que jazem ocultos nas minas de seu coração, criando, com espírito prático e objetivo, recursos por lhes propiciar manifestação efetiva no mundo material.

Você vai vencer, prezado amigo. É só uma questão de tempo, e você pode, muito bem, decidir que esse tempo seja hoje.

(Texto recebido em 23 de dezembro de 2000.)


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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Se você se candidata a sintonia com o plano superior, a fim de agir em nome das altas Inteligências que favorecem o destino dos povos e indivíduos, saiba que:

Deverá ser módico nos prazeres do corpo, a fim de que a vertigem dos sentidos não lhe empane as sutis percepções da alma;

Também deverá moderar no falar, no agir, no pensar e no sentir, cônscio de que cada ser humano constitui uma antena viva de sintonia mental, e que, destarte, qualquer mudança de padrão íntimo implica imediata e conseqüente alteração de sintonia psíquica, quiçá favorecendo a intromissão de agentes espirituais destrutivos.

Não ambicione demais, pretendendo, em pouco tempo, galgar altiplanos de supraconsciência, desapego e espiritualidade. Todavia, tanto quanto possível, acautele-se no falar, no desejar e no decidir-se, porque, quer consciente disso ou se iludindo quanto a não ser, a todo momento você é peça viva na engrenagem da Vida, conectada a infinitas outras, numa malha de interindependência e interinfluenciação indestrutível e inescapável.

Se você errou até agora – e errará muitas vezes ainda – pense nas possibilidades de acerto do futuro, que lhe sorrirão a partir de agora, por sua decisão de agir com mais cuidado e sabedoria.

Não se martirize por se perceber longe da perfeição. Comece por almejar uma conquista modesta de virtude. Seja prudente, calmo, aplicado. Esteja atento ao presente, faça tudo com coração, e lembre-se sempre de Deus, antes durante e depois da realização de cada atividade. Se fizer isso sempre, já será um grande e maravilhoso passo inicial rumo à virtude, à verdade à vida.

(Texto recebido em 19 de dezembro de 2000.)

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Benjamin Teixeira
pelo
Espírito Eugênia.

Há um lúgubre espaço em seu coração. É onde não há esperança. O ponto, em sua alma, da desesperança e da treva é onde existe o argumento de que seus defeitos podem bloquear a Vontade de Deus a seu respeito.

Combata, vigorosamente, esse tipo de raciocínio. Deus não lhe permitiria ser como é, se não fosse possível realizar o bem, da exata forma como seu atual nível evolutivo lhe permite ser. Deve lutar por educar seus impulsos primitivos, deve pugnar por dar boa canalização ao que não é naturalmente construtivo, mas, em última análise, jamais perca de vista que, ainda que não consiga realizar o aprimoramento que almeja como ideal (uma frustração que, fatalmente, em uma medida maior ou menor, sofrerá), continuará com plenas condições de ser útil, talvez até de um modo mais humano e lúcido que se atingisse seus parâmetros de perfeição que, inclusive, podem nada condizer com a perfeição que Deus espera de você.

Aceite-se como é e, sem fazer força (forçar-se, diferentemente de esforçar-se, implica coação mental, que paralisa os delicados mecanismos da mente, ao passo que o segundo indica empenho e dedicação), mas se esforçando por seguir seu coração, dê o máximo de si, no sentido não de se controlar nos defeitos, mas de se devotar ao seu ideal, permitindo que o amor de Deus, por meio de seu serviço prestado aos semelhantes, cure-lhe as chagas morais, lave-lhe o espírito e o plenifique de virtudes genuínas: aquelas que o tornam mais apto a se fazer Canal do Altíssimo no mundo, que o fazem mais produtivo, criativo, útil ao bem comum. Tudo que fugir a esses parâmetros – esteja certo disso – não passa de preconceito dissimulado de moral, consumindo-lhe as forças em iniciativas improfícuas, para não dizer contraproducentes, desviando-o, sutilmente, da tarefa que o trouxe à encarnação.

Hoje é  dia de importante reflexão. Risque, definitivamente, do quadro de suas especulações, a idéia de que será menos útil por causa de seus defeitos. Se quer bem saber como a escolha de missões são feitas, no Plano Superior, saiba que um dos elementos principais, para sua definição, são os traços negativos do indivíduo, que assim recebe encargos existenciais conforme a exata estrutura que lhe compõe o psiquismo. Como os pontos de negatividade são e continuarão sendo, por longas eras, uma das chaves-mestras do arcabouço de personalidade dos seres humanos da Terra, são, como não poderia deixar de ser, dos fatores mais considerados no momento de se estipular uma tarefa existencial para alguém.

O problema, assim, meu amigo, não está no defeito em si, mas no que se faz com ele. Se você converte seu ciúme em zelo nas atividades do bem, deverá agradecer a Deus por ter nascido com maior propensão ao ciúme que a maioria das pessoas. Se possui inveja em medida maior que o normal, e transforma-a em catapulta para sua realização pessoal, como um estímulo a perseguir suas metas maiores, que bom que a Divina Providência lhe tenha permitido preservar, provisoriamente, essa condição inferior da alma. Se sua vaidade lhe faz interessado em progredir sempre e fazer o máximo de bem que esteja em suas forças, bendita essa vaidade, que lhe traz pontos para o processo evolutivo.

No jogo psicológico da administração dos seus defeitos e da negociação com eles (quem se conhece bem sabe que certos aspectos da psique são tão fortes, que parecem ter vida própria, autonomia e vontade), não se pode esquecer disso: a negatividade não é para ser elimininada e sim alimentada. Explico: a corrente elétrica flui do positivo para o negativo. E, não fora isso, não teríamos a energia tão útil para tantas funções. O mesmo se pode dizer dos elementos daninhos da personalidade e do caráter. Será por meio de sua utilização consciente que se encontrará as mais poderosas fontes de vitalidade, ânimo e poder criativo e transformador, como o esterco, composto de material putrefacto, mas que serve de adubo à lavoura. Esconder a parte da tomada que corresponde ao pólo negativo não traz benefício a ninguém. É justamente o que acontece com aqueles que se esmeram por esconder de si os traços menos felizes de sua natureza. Melhor reconhecê-los, para geri-los e utilizá-los construtivamente. Não fazê-lo pode, no melhor das hipóteses, trazer frustração, tédio, desânimo, depressão, falta de alegria e vontade de viver, pelo fato elementar de se ter bloqueado o fluxo da energia vital na psique. E, no pior, pode-se imaginar o que poderá acontecer com o incauto que se reprime, ao visualizarmos, como alegoria para nosso estudo, em vez de uma tomada elétrica, uma caldeira fervente e sem vazadouros, em temperatura crescente e pressão cumulativa, cuja pressão, que seria benéfica se usada corretamente, está a ponto de fazer aos ares toda a indústria a que deveria servir, fornecendo força e atividade produtiva.

Cuidado com puritanismos, falsos moralismos, que afastam da trilha da verdade. O que importa não é lutar contra defeitos, na pretensão implícita de não os ter, o que seria presunção, orgulho, cegueira espiritual, a perda de senso da realidade – os piores tipos de defeito, ironicamente. Na condição humana, sempre teremos falhas de caráter e personalidade, tão mais perigosas quanto mais sutis. Em vez de se combater o mal – o que o reforça, como tão bem afirmam os maiores estudiosos em psicologia de profundidade de hoje – deve-se concentrar a mente em fazer o bem, que nos redime, paulatinamente, fazendo-nos avançar em direção à Luz Divina. O desafio evolutivo pode estar em sentido contrário ao que supõe. O preconceito e os falsos princípios são tão ou mais danosos que a rendição ao mal. Dê utilidade ao que é desagradável em si, tanto quanto o faz com seus aspectos mais felizes de personalidade. Faça render ao bem comum tudo que seria descartável e sujo. Faça nascer o lírio do pântano lodoso e pútrido.

Lembre-se, mais uma vez, de que não é no defeito ou na virtude que residem, de fato, o mal e o bem, mas sim nas aplicações que se lhe fazem. A inteligência, aspecto intrinsecamente positivo do ser, pode usada como fonte de miséria e horror. A agressividade pode ser canalizada para alavancar obras de amor e de progresso. O positivo e o negativo são apenas pólos da corrente de energia. É o uso que se faz dela que a qualifica. Não se preocupe com o que é positivo ou negativo, e sim em ser construtivo com o uso da força que surge da união das duas extremidades psico-polares.

Veja onde realmente está o canto da sereia. Você se surpreenderia ao saber da opinião dos anjos a respeito de bem e moral. Para simplificar, todavia, fiquemos com a baliza lapidar do Cristo de Deus, ao nos asseverar: Conhece-se a árvore pelos frutos. Se o fruto é bom, a árvore é boa. Se não é, a árvore não pode ser boa.

(Texto recebido em 14 de dezembro de 2000.)


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Benjamin Teixeira
pelo Espírito Roberto Daniel.

É impressionante a capacidade que o ser humano tem para se enganar, quando quer negar alguma coisa que lhe desagrada. Esta propaganda mentirosa gerada pelo livro e filme “O Segredo”, por exemplo. Apresentaram uma tese antiga e repetida até furar os ouvidos, de quem tenha meia légua de hábito de leituras, como algo que nunca fora publicado. E a multidão ignorante, que não lê, porque não tem maturidade para sentir necessidade de ler (já que ninguém deixa de encher a cara por não ter tempo, por exemplo), engole a história inteira, sem mastigar, sem digerir… por uma razão elementar: não tem dentes no intelecto limitado, nem enzimas na alma mesquinha. A fala de certos autores e, em particular, desta dama anglofônica, neste âmbito, é, no mínimo, uma fraude. Há diversos escritores, em inúmeras gerações, desde Emerson, na metade do século XIX, que publicaram obras sobre o assunto, e, em última análise, tudo começou com Nosso Senhor Jesus, há 20 séculos, que disse: “Aquilo que pedirdes, acreditai que tendes recebido e recebereis.” Quem nunca ouviu falar em “pensar positivo é importante”, ou “cuidado com a força do subconsciente”?

 “Ah-ah!” – diz então o jovem presunçoso que não é dado a se esforçar, trabalhar e, principalmente, enxergar os próprios limites – “Basta que eu acredite, e tudo dará certo, do jeito que eu quero?” E faz, assim, alguns experimentos simples, que acontecem (quando acontecem), mas não têm alicerce nem substância (e o tempo o provará). Ah!… a presunção… dos que pensam que estão acima de catedráticos e nem saíram do maternal. A vida será duplamente dura com estas pessoas, que pulam do ócio à prepotência, do descaso à indisciplina e ao desprezo pelas sagradas questões do Espírito e tradições milenares da fé, como se as dispensassem.

Esta tese de “O Segredo”, de que “acredite que tudo é possível”, é verdadeira? Constitui uma máxima de Jesus, está na Bíblia doméstica que as pessoas costumam ostentar na sala de estar ou de visitas. Ora, então é. Mas há muito subtexto neste texto. Tiremos a dúvida: imaginemos o que aquela gente simples, à época do Cristo, pensou ao ouvir isso! Vivia-se uma era de crendices, de certezas absolutas, de nenhum refinamento intelectual ou racional. Os ouvintes de Jesus não tinham dúvida alguma em relação a Suas palavras, impressionadíssimos ainda mais que estavam com a realização de prodígios ímpares, pelo Próprio Propalador da tese, em Pessoa, e, mesmo assim, o mundo não se transformou num conto de fadas para eles… Muitos – por sinal, os que mais tinham fé naqueles dias de Cristianismo primordial – foram devorados por feras famintas, nos circos de Roma… Por que mesmo? O que deu errado na prática?

Bingo! É isso aí! A vida não é tão simples assim! E há autores caça-níqueis querendo fazer fortuna fácil à custa da ignorância e da ganância preguiçosa alheias.

A despeito do que acabei de asseverar, encontramos pessoas que portam um nível de convencimento invejável, a respeito dos itens em que mais desejam acreditar, que é a proposta destes autores: “fixe-se em seus desejos; afirme e visualize, e tudo se converterá em realidade”. Pois bem: nós encontramos espécimes perfeitos destes indivíduos: prendem-se às suas afirmações, repetem-nas à exaustão, acreditam piamente nelas, e suas visualizações são tão perfeitas quanto àquilo que desejam… que… se desconectam da realidade! Pois é: estou falando de pacientes de clínicas psiquiátricas. E vemos lá figuras bizarras, como a negra racista e classista que se convenceu de ser a Marquesa de Santos, loira de olhos azuis, apesar de a personagem histórica que presume ser sequer ter tido olhos azuis.

Desconhecendo psicologia profunda e desdenhando assuntos estudados em Espiritualidade Avançada, muitos dos novos adeptos das afirmações e visualizações esquecem-se do alerta para não se entregarem ao maior de todos os vícios: a “hybris” (orgulho ou soberba, conforme se fala no meio religioso), bem como para não se renderem à cobiça (invertendo a ordem das prioridades proposta pelo Mestre Supremo: “Buscai primeiramente o Reino dos Céus e Sua Justiça, e o demais se vos acrescentará”); e, para completar, chegam a olvidar uma série de considerações morais sérias, como “merecimento”, “alinhamento com a Vontade de Deus”, “planejamento existencial” e “obediência à hierarquia espiritual”, entre outros despautérios. Afastam-se, destarte, da, como denominou Jung: “função sentimento”, um dos quatro pilares fundamentais da psique humana, o que confere dignidade e capacidade de centrar-se moralmente, de molde a definir finalidades e propósitos para viver. Muito interessados em acreditar que não é necessário ter créditos morais para conquistar algo, e sim ter concentração bastante na prática dos exercícios, estes camaradas imaturos e irresponsáveis não percebem que provocam, progressivamente, fissuras em seu psiquismo, chegando alguns, infortunadamente, à inteira ruptura psíquica, nas psicoses ou (com sorte) nos transtornos de longo curso.

Nos anos 1950, milhões foram os que, seguidores do Pastor Norman Vincent Peale, autor de “O Poder do Pensamento Positivo”, aplicaram-lhe os ensinamentos. Nos anos 1960, foi a vez de outro pastor norte-americano, Dr. Joseph Murphy, arrastar multidões. Na década de 1980, Louise Hay explodiu como incomparável campeã de vendas, com o seu “Você Pode Curar sua Vida”. Nos anos 1990, a autora Mednicoff, Elizabeth, publicou o “O Poder da Visualização Criativa”, sendo lançada imediatamente à condição de bestseller. Por fim, nesta década de 2000 que se finda, a australiana Rhonda Byrne, com o seu “O Segredo”, citando dois autores obscuros, como se não conhecesse os famosos que mencionei, declara-se a reveladora de uma verdade ímpar, que nunca teria sido trazida a público até então, para apresentá-la de modo muito inferior a todos os anteriores somados. Muito estranho, não? Revelador do caráter e das intenções desta dama, a não ser que cogitemos que seja ela deveras inculta e iletrada no assunto em que se apresenta como mestra (a ponto de publicar um livro), desconhecendo levianamente a matéria sobre que se sentiu em condições de escrever, no intuito de propalar suas ideias aos quatro cantos do globo, e ignorando os principais expoentes da área, históricos, ultracitados – o que, muito sinceramente, não é crível para nenhuma criatura medianamente sensata e inteligente (desculpem apenas raciocinar friamente, sem concluir este subtema, porque não nos cabe, como desencarnados, trazer informes de nossa perspectiva privilegiada, contra quem quer que seja, mas podemos e devemos instigar, em nossos leitores encarnados, o senso crítico e a observação em profundidade das temáticas que tenhamos em foco).

O que nos interessa, porém, é considerar um tópico: quantos já tiveram acesso a pessoas que aplicaram tais técnicas? Milhões de indivíduos, nos cinco continentes do planeta, fizeram uso dessas táticas de transformação da vida em abundância (que apresentam poucas mudanças de endereço e autor, mas continuam sendo, em seus fundamentos, a mesma ferramenta de fé), e não lograram atingir seus objetivos delineados… E por que será???? Se fosse tão fácil e óbvio, como o assunto é apresentado, por que as legiões oceânicas dos leitores desses autores não se tornaram todos magnatas da indústria e estrelas de cinema?

Já seria ridículo mesmo pensarmos nisso… Todo mundo pode tudo? E alguém tem dúvida de que há gente demais aspirando à posição de maior astro da TV da Terra e de homem mais rico do globo, ao mesmo tempo? Como se resolve esta pendência elementar, muito lógica, bem matemática? A contradição e a pobreza de raciocínios desta tese é por demais evidente, para que nos sintamos na necessidade de desenvolver mais contra-argumentos. Quantas moças estão agora, em suas casas, acreditando que vão chegar ao estrelato da Rede Globo ou de Hollywood, porque “acreditam verdadeiramente” que podem chegar lá? Quantas vidas foram destroçadas, em décadas passadas, com esta falácia perigosa, e quantas ainda serão devastadas, por incúria e falta de profundidade e bom senso? O golpe do vigário, conforme se diz no vernáculo, é aplicado em quem quer levar vantagem. Até uma criatura pouco letrada e não muito dotada de inteligência percebe, com clareza, o que estamos explanando. Algumas pessoas, porém, não querem se submeter a uma Ordem Superior, e se sublevam, pagando, em si mesmas, amargamente, o preço altíssimo de não enxergarem a realidade como ela é, e sim como desejariam, segundo sua ótica caprichosa, infantil e medíocre, que ela fosse.

Não se obtém do universo o que se quer, mas o que se pode. E… ATENÇÃO: não se pode na medida do quanto se acredita – qual diria um devoto da New Thought. E, se o indivíduo se der ao descalabro de forçar uma certeza no que não pode ter, poderá engendrar aquela tal fragmentação do psiquismo a que aludi acima, precipitando a loucura e a decadência em sua existência, em todos os sentidos.

Os Grandes realizadores de todas as áreas tinham fé que lograriam atingir os resultados almejados e chegavam mesmo a visualizá-los? Sem dúvida, em grande maioria! Só que daí não se deduz que todo mundo pode, em não sendo dotado de um cérebro excepcional como o de Einstein, por exemplo, perverter a ordem de um processo funcional de cognição e ter a segurança de que – com a mera atitude de dizer para si mesmo que acredita ser capaz de conceber, como ele, equações complexas – revolucionará a Física, qual o fez o famigerado físico alemão. ATENÇÃO novamente: os grandes realizadores estavam certos de que chegariam onde chegaram, pois que eles haviam sido destinados a isso!!!! Eis por que lhes vinha não um “pensar positivo”, para dar certo, ou uma imagem bem visualizada, para fazer acontecer, mas, sim, uma ANTEVISÃO daquilo que lhes foi designado realizar na Terra.

Não afirmo, com isso, que essas técnicas sejam de todo disfuncionais. Em certa medida, em determinados âmbitos da existência pessoal, muito estreitos, até funcionam, mas não para as grandes balizas da alma, para as linhas mestras de destino, porque isso tem a ver com a Coletividade e o Corpo de necessidades da Humanidade inteira, e não as de egos isoladamente considerados. Quem quiser lembrar uma metáfora simples, já neste site apresentada, recorde-se do que seria da célula que pretendesse multiplicar-se ao alvedrio de seus impulsos, sem levar em conta as necessidades de todo o organismo, de que faz parte: ela se converteria numa célula cancerosa, e, com sucesso, poderia até se multiplicar muito, mas apenas para, mais cedo ou mais tarde, matar o organismo que devora e, por fim, a si mesma, irônica e tragicamente.

Curiosamente, há pessoas dotadas de um poder para realizar a ocorrência de certos eventos, as quais deixariam alguns indivíduos apavorados, mais do que pasmos – aterrorizados mesmo, por projetarem quem são, por dentro, naquelas personalidades superdotadas: supõem, como eles próprios o fariam, que estes grandes paranormais usariam mal seus instrumentais, o que não lhes é, absolutamente, o caso. Segundo a Lei de Deus, recebe poder para fazer acontecer quem pode, e não quem quer; quem tem maturidade para entender seu posto de serviço ao bem comum, e não quem traz o desejo de exercer império sobre os outros, porque este padrão egoico de consciência, inclusive, tão-só por estagiar a criatura nesta faixa de sentimentos, reduz seu poder de fazer as coisas acontecerem – ironia das ironias, dentro deste cosmos de Justiça e Equilíbrio Divinos.

Não caia nesta, amigo, de imaginar que vai mentalizar direitinho seu propósito e que chegará lá, com toda certeza, por causa disso. Primeiro, caso seja autorizado algo lhe acontecer, isso lhe será debitado em conta cármica, e terá que dar contas do que obteve, mais cedo ou mais tarde. Segundo, talvez você não seja dotado a realizar tais prodígios de interferência nas linhas de destino em grande escala, bem como seu cérebro quiçá não se mostre aparatado de recursos para fazê-lo um gênio da composição musical, por exemplo, por mais que você venha a fazer visualizações e afirmações de qualidade, para se tornar um Mozart. Terceiro, é bem provável que haja outros eventos (que não este que ora almeja para si), que você não tem agora condições de desejar, por sequer poder divisá-los com os conhecimentos e percepção que hoje porta, e que lhe poderão ser impedidos de chegar, por esta barreira de pretender “orientar Deus sobre como Ele-Ela deve cuidar de você”, partindo, assim, do pressuposto de que o Ser Supremo do Universo precisa de sua ajudinha para compreendê-lo e auxiliá-lo. Por fim, lembre-se de que, para que essas técnicas sejam bem aplicadas, e tudo até possa correr bem, de acordo com o que programou antes de nascer, você terá que cumprir várias etapas de iniciativas que lhe serão inspiradas, como, por exemplo: comece a estudar oito horas por dia, se quiser alcançar sua meta de ser médico.

Este Universo é regido por rigorosas leis de harmonia e equilíbrio. Ninguém pode barganhar ou passar a perna no Sistema Inteligente a que estamos submetidos. Quem pretende isso ou age assim, secretamente, sofrerá resposta reversa das Forças da Vida, sendo privado da alegria de viver, da motivação para fazer as coisas e, em última instância, até de sua sanidade mental.

Grandes Inteligências dirigem os destinos da Terra. Em oração, converse humildemente com Elas. Estes anciães sábios, ou grandes anjos-gênios, já conhecem, de antemão, o que é melhor para você. Então, peça-lhes orientação, e o demais lhe virá ao encalço, assim como a Bíblia revela ter acontecido ao rei Salomão, que, sendo interrogado, por Iavé, sobre o que desejava, e tendo respondido que queria receber, tão-somente, “sabedoria”, ouviu em resposta: “Pois, porque pediste o essencial, terás todas as demais coisas em acréscimo”. E, de fato, Salomão veio a ser o mais próspero e poderoso Rei de Israel, de todos os milênios de sua longa história.

(Texto recebido em 20 de outubro de 2009.)


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com o espírito Eugênia.

Ide e aprendei o que significam estas palavras: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”
(Oséias, 6:6).

Eu vim chamar os justos e não os pecadores.Então, os discípulos de João, dirigindo-se a Ele, perguntaram: “Por que jejuamos nós e os fariseus, e os teus discípulos não?” Jesus respondeu: “Podem os amigos do esposo afligir-se enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo. Então, eles jejuarão.”
(Mateus, 9:13-15)

Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor.
Jesus (Lucas, 7:47)

Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. Ele, então, respondeu ao pai: “Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo!”
(Lucas, 15:28-30)

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, o tema sexual sempre desperta grande atenção; quando não, tumulto. Recentemente (em “Sexo e Sexo Sublime”, artigo neste site), você propôs uma disciplina sexual com o uso dos excedentes da libido em atividades nobres. Muita gente, que nem sequer resolveu suas repressões ainda, ficou consternada. De minha parte, provoco ainda: há autores que falam que até um orgasmo ao dia seria um ritmo cabível e saudável de atividade sexual; outros chegam a propor que manter a freqüência de duas vezes ao dia denotaria saúde e vitalidade. Teria como clarear um pouco mais seu ponto de vista e o da Espiritualidade Superior, a fim de que não sejam geradas confusões?

(Espírito Eugênia) – Sim, é claro. O tema tem causado transtornos e angústias, século sobre século, sobremaneira na civilização ocidental. A sexualidade humana tem seus ritmos próprios. Cada organismo físico, como cada organismo psíquico apresenta características muito próprias, que não nos é lícito invadir, para não criar distúrbios de monta. O que posso antecipar, porém, para simplificar a intrincada teia de neuroses e desatinos, repressões e desajustes no setor desta ação humana, é que o signo do desequilíbrio surge quando o trabalho e outras atividades e responsabilidades do indivíduo passam a ser comprometidos, por conta da voragem do desejo. E o desequilíbrio tanto pode estar no excesso, quanto na supressão de instintos que passam a agir destrutivamente, em plano subliminar, engendrando psicopatologias complexas. O “assassínio” da libido pode ser refletido na tendência à depressão, bem como em fortes estados mórbidos de angústia e de amargura, inveja e ciúme, ganância desmedida ou ambição desenfreada. Irritabilidade exacerbada pode indicar, por outro lado, o extremo oposto do espectro, com pessoas excessivamente ativadas em seus aspectos instintuais, esgotadas com abusos da energia animal.

(BT) – Eugênia, creio que exista também preconceito no caminho reverso do que falamos, em relação a “assexuais” (os que não demonstram desejo sexual nenhum ou quase nenhum), que estariam gravitando entre 1% a 1,5% dos contingentes demográficos, conforme recente estimativa. Seria de se aceitar isto? Há controvérsia no meio psicológico e sexológico. A maior parte dos autores considera que existe um distúrbio a ser tratado. Creio que existam os bem-resolvidos. Mas e você: que nos diria?

(EE) – Na maior parte dos casos, sim, haverá uma questão psicológica a ser tratada, como no caso de homossexuais que não admitem sua própria forma de ser, bem como de mulheres e homens com fortes traumas sexuais, de infância ou mesmo da fase adulta, assim como indivíduos fanatizados, que castram a própria libido, em função de crenças religiosas nem sempre tão apropriadas ao seu estágio evolutivo. Mas concordo que haja aqueles que estão muito bem em seu natural e gradativo fenecimento dos ímpetos à cópula. Constataremos, no entanto, se há um processo natural de transmentalização das forças psíquicas, que o indivíduo permanece cheio de vitalidade, entusiasmo, bem como de humildade e lucidez por outro lado, à medida que seus desejos sexuais se esvaem. Importantíssimo registrar, contudo, que é indispensável dissociar, quanto possível, a idéia de evolução espiritual da presença ou ausência de impulsos sexuais. Quem está em corpos materiais naturalmente apresenta um feixe de impulsos automáticos de conservação da máquina biológica, que em nada destoam da grandeza de sentimentos que possa portar. Há preconceito nisto, de origem judaico-cristã, em sua acepção ideológica menos feliz, já que ninguém cogita, por exemplo, de o instinto alimentar ou de o automatismo respiratório serem pecaminosos ou precisarem ser sublimados. Além disto, imprescindível também lembrar que, através das emoções de fundo sexual, ainda que profundamente mascaradas por racionalizações, grandes estímulos ao trabalho e à realização de obras úteis a indivíduos, coletividades e à humanidade inteira têm oportunidade de acontecer. Vou controverter um pouco mais: em certa ocasião, Jesus perdoa uma mulher de “má vida”, dizendo-lhe perdoada pelo “muito que amava”. Ora, o Cristo fazia alusão a uma forma de amor (o sexo) que une a caridade moral e a caridade material (como visto no capítulo XIII, item 9, do “Evangelho Segundo o Espiritismo”), um tipo de amor que se manifesta por meio de uma necessidade fisiológica. Não por acaso, disse o Mestre que muitas das criaturas atacadas pelas convenções sociais entrariam no Reino dos Céus, antes de seus discípulos mais chegados. Obviamente, não que o Mestre aprovasse a prostituição ou qualquer conduta menos respeitosa nas relações interpessoais, no capítulo sexual ou em qualquer outro departamento da existência humana. Pretendia asseverar, entretanto, que o amor é a moeda fundamental para conquistas espirituais e que, ainda que seja um amor impuro, havendo amor em uma alma, tem ela enorme potencial para se projetar para os círculos espirituais de Luz; tanto quanto, de reversa maneira, sem amor, almas disciplinadas e trabalhadoras podem passar milênios rodopiando em círculos estreitos de espiritualidade inferior. A parábola crística do “Filho Pródigo”, igualmente, retrata bem este princípio, com o filho devasso retornando glorioso à casa do Pai, com seu arrependimento de coração, enquanto que o “certinho” mostra-se amuado e magoado, por não ter sido premiado por um “retorno” que não se havia feito necessário. Em outras palavras, Jesus homenageia a humildade de quem não se preocupa com aparências e a coragem de quem está disposto a perder tudo por seguir o próprio coração e os próprios ideais, ainda que momentaneamente equivocados. Isto nos remete, para concluir, ao pensamento de Jung, o grande psiquiatra e psicólogo suíço, que nos afirma, categórico e com muito acerto, que não pode haver iluminação de uma alma, sem a conscientização dela mesma, a respeito de suas trevas interiores.

(BT) – Brilhante, Eugênia! Agradecido. Tenho certeza de que fará bem a muita gente este seu esclarecimento.

(EE) – Toda Luz é de Deus e d’Ele-Ela procede. Muita paz para todos.

(Diálogo psíquico travado com o médium Benjamin Teixeira, em 18 de abril de 2006. Revisão de Delano Mothé

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***Sexo e Sexo Sublime***

pelo espírito Eugênia.

O desejo sexual, que revela um ímpeto fundamental de criação e integração entre os seres, além de impulso do corpo para reproduzir o corpo, expressa um elã irresistível de troca de energias de alma a alma, em nível profundo. Não por acaso, corroborando esta nossa assertiva, o desejo sexual se estende além dos períodos de fertilidade feminina e do que seria possível para a obtenção de gravidezes desejáveis. As permutas sexuais entre pessoas do mesmo sexo, mais ainda confirmando esta tese, inteiramente incompreensíveis do ponto de vista reprodutivo, caracterizam, ao menos como potencial, um mínimo de 10% das populações humanas da Terra.

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, que estruturou todo o gigantesco edifício de seus estudos da psiquê humana, em torno do elemento sexual, que denominou libido, afirmou que as maiores realizações da civilização deviam-se à “sublimação dos excedentes da energia sexual”. Se o maior revolucionário no tema foi capaz de dizer isto, declarando-se publicamente celibatário aos apenas 41 anos, para dedicar suas energias psíquicas à constituição mais prolífera de sua obra, o que não diríamos nós outros, que partilhamos da fé espiritual e que, embora primemos pela completude do ser humano e pelo atendimento de suas necessidades físicas, quando encarnado, focamos como prioritárias as questões da alma?

Há sexo sublime na criação artística, na produção científica e literária, filosófica e religiosa, nas atividades profissional, empresarial e política, assim como na constituição da família e seus fundamentos excelsos de dignidade e divindade em semente. Há energia sexual em suas manifestações mais transcendentes no trabalho luminar dos construtores de civilização, como Buda ou o próprio Cristo.

Ore, amigo, e crie laços energéticos de comunicação com os anjos. Estenda a mão da solidariedade, em direção a seus irmãos em humanidade, e haverá elos sublimes de caridade e fraternidade entre você e seus companheiros de jornada evolutiva. Não se adstrinja às manifestações animalescas do sexo meramente físico e, assim, distenda-se além do chacra básico, gravitando sua atenção para as funções mentais e ocupações correlacionadas aos plexos energéticos superiores, que, ativados à excelência, permitir-lhe-ão ostentar a coroa das almas santas, aureoladas de luz no topo da cabeça e na altura do coração.

Viva sua sexualidade com equilíbrio, sem reprimir-se (no intuito de acelerar a evolução, o que o adoecerá psicologicamente, em vez de espiritualizá-lo), mas evite os excessos e o desvio de foco da prioridade no espiritual. Se, entretanto, estima permanecer enlaçado psiquicamente à selva, preso a instintos primitivos e automatismos atávicos nem um pouco satisfatórios para o espírito mais amadurecido, perpetuando ciclos abreviáveis de dor e repetição indefinidas, a escolha, de fato, é sua.

(Texto psicografado por Benjamin Teixeira, em 16 de abril de 2006. Revisão de Delano Mothé.)


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